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No dia 7, data de congratulações aos jornalistas, foi intitulado abril o mês Nacional de Luta em Defesa da Regulamentação e Formação Profissionais dos Jornalistas. Sindicatos intensificaram as mobilizações para a defesa dos direitos da categoria, entre eles, a exigência do diploma para exercício da profissão, o Conselho Federal dos Jornalistas e melhores condições de trabalho.
O momento foi de pouca comemoração e muita reflexão, principalmente para os jovens que desejam cursar jornalismo. Ledo engano ao imaginar que o maior problema é a extensa jornada de trabalho e o mísero piso salarial pago em muitos estados. Tão pouco os comprometimentos políticos e econômicos que impedem a liberdade de imprensa ou o regime patriarcal, de coronelato que impera nas redações espalhadas pelo interior do Brasil.
O que há de pior é a relação entre jornalistas, a fogueira das vaidades no "círculo de amizades" sedimentada pela competividade de mercado. Há uma carreira desacreditada a cada dia, ou é correto determinado empresário nomear um administrador de empresas para chefiar o departamento de comunicação de sua empresa? Cássio Gusson, coordenador de comunicação em Jundiaí, escreveu
artigo referindo-se a estes poucos avanços da imprensa brasileira.
Antes que venham as perguntas, sou jornalista com orgulho, mas daquele com bloco na mão e máquina de escrever, das reportagens com início, meio e fim. Também defendo sim o diploma, não por achar os profissionais de faculdade os melhores, mas para acabar com o oba-oba no setor. O mesmo parâmetro adequa-se ao Conselho Federal de Jornalistas, essencial, porém, obscuro.Reflexão e atitude, nada além do que se precisa.

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